quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Momentos decisivos: Se aproxima o final de "La Dueña"


“Todas as famílias felizes se parecem; as infelizes são cada uma a sua maneira”. Escreveu León Tolstoi para começar sua grande novela Ana Karenina, lá por 1877 mas poderia reescrever a cada ano, a cada século, em cada lugar do planeta por integrantes anônimos de famílias anônimas. Familias problemáticas.

O mundo é uma grande colagem, improvisada ou não segundo cada crença, de famílias problemáticas. Conflitos mínimos, eternos, insondáveis. Traições, mentiras, amor, inveja, ciúmes, um pouco de tudo em cada familia.





Conhecemos a familia Ponte-Lacroix e um novo mundo começou, nos reservamos um lugar neste pedacinho da grande colagem. As peças começaram a se juntar e formar o universo no qual Sofía Ponte, é a rainha.

Cada um começou a ocupar seu lugar no quebra-cabeça que, capítulo a capítulo, fomos armando. Conhecemos os filhos de Sofía: Juan, Diego e Federico; Amparo, a neta preferida de Sofía; Daniela, advogada de Fémina, amiga e cúmplice de Amparo; Maggy, treinadora que virou impostora; Eliseo, o neto moderno e sedutor de Sofía; Delfina, inimiga acirrada de Amparo; Félix, o objeto de amor e briga das primas e Teresa, mãe de Félix e inimiga de Sofía. Um a um foram mostrando suas múltiplas caras.

Dos maus não esperávamos grande coisa, sua maldade não nos surpreende. Nos dá raiva, sim, mas era algo previsível. Agora, com os bons nos indignamos. Os que pareciam mais bons que o salvado resultaram ser veneno. Sem nenhum tipo de códigos nem valores.

Gestaram planos macabros para ficar com tudo sem importar quem fica ferido no caminho. Nós já descobrimos algumas das piores coisas. Tememos que haja mais. Se aproxima o final e já não temos unhas dos nervos que vivemos na espera de que caiam as máscaras.

Dizem que cada familia guarda seus segredos… se revelarão os dos Ponte – Lacroix antes do final que já está tão próximo, tão perto… ?

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