sexta-feira, 14 de setembro de 2012

La Dueña: "Não sou rancorosa, mas sim 'memoriosa'"


Um arquivo permanente. Essa seria uma boa definição de nossa cabeça. Tem um trabalho tremendo do que nem sequer descansa quando dormimos. Cada minuto, cada microssegundo, todo o tempo coisas estão nos acontecendo.

O cérebro filtra, acomoda, junta, relaciona e guarda, guarda, guarda ao mesmo tempo que descarta, descarta, descarta. Um incansável trabalho do qual dependemos 100% para ser quem somos.


Os labirintos da memória são um enigma. Seu exato mecanismo nos escapa como areia entre os dedos. Lembranças que pensávamos ter perdido, de repente nos reaparecem reavivados por um odor, uma imagem, um som. Momentos que acreditávamos inesquecíveis, nos escapam para sempre com o tempo. E nesses intersticios, somos. Como podemos, com o que temos, somos.

Bem. Tuuuudo isto acontece a nós, seres comuns e correntes, mas a ela não. Nada se escapa de Sofía. De Mirtha, tampouco. A ela não vai agarrar desprevenida, não vai poder embocar-lhe uma reprovação só assim, não vai conseguir agarrá-la em uma confusão sobre a cronologia exata do curso dos acontecimentos. A ela sim que não. E ao twitter menos, porque se de sistema de arquivo falamos…aí sim, todos juntos, oremos: Oh Senhor twitter! A ti te adoramos! Agora e sempre
!

 

 

 

Vamos ver se nos decidimos a aprender com Mirta. Começamos a susurrar baixinho a nosso cérebro que se aguce um pouquinho mais, que coloque as pilhas, que não solte nossa mão, que retenha o necessário para não cair nunca em uma armadilha…isso sim, sempre sem rancor.

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